Meu nome é Carlos Quartezani e sou do município de Conceição da Barra, interior do Estado do Espírito Santo. Sou presidente do PMDB em meu município e fui oportunizado pela Fundação Ulysses Guimarães do meu estado, com o curso para Mediadores dos cursos à Distância (EAD). Logo de início, percebi que esta seria a grande oportunidade de unir as minhas convicções ideológicas com a oferta de um importante serviço à comunidade.
Sempre acreditei na educação como uma mola propulsora do desenvolvimento que as pessoas tanto desejam, mas quase sempre não sabem o caminho para alcançá-lo. Os cursos de formação política da FUG, para mim, chegaram num momento mais que adequado, pois há muito não tínhamos mais esperança em promover as mudanças que gostaríamos, uma vez que as pessoas já estavam saturadas de “projetos” mirabolantes e de discursos fabricados, tais como: “Se eu for eleito, vou me dedicar à saúde e a educação!” Numa retórica que beira ao ridículo se avaliarmos que a frase saía da boca de alguém que nunca leu sequer um livro.
Entretanto, no meio do caos político, eis que surge uma proposta nova, cursos que fazem as pessoas se sentirem cidadãs ao serem oportunizadas com informações que não teriam, gratuitamente, nem muito menos dentro de suas próprias casas, se não fosse oferecido pela FUG. E quando digo “casas”, é porque foi exatamente isto aconteceu no final do ano de 2009, quando iniciei o trabalho de divulgação do Curso Para Gestores Públicos Municipais em minha cidade. Enquanto na sede do município eu oferecia o curso de Gestores Públicos Municipais para cerca de 47 pessoas, das quais 30 concluiram o número mínimo de aulas (70%), eu era procurado por uma líder comunitária, da localidade no interior denominada Assentamento Pontal do Jundiá, com 14 nomes de pessoas da sua comunidade interessadas em fazer o curso. A princípio, achei que era só “fogo de palha”, como se diz aqui na nossa região quando algo não terá continuidade. Ledo engano. Dos 14 pequenos agricultores, 9 concluiram o primeiro módulo e quando questionei se gostariam de fazer o 2 e o 3, foram unânimes na resposta: Com certeza professor!!!
Professor! Eu sou chamado de professor por ser mediador dos cursos de formação política. Embora eu diga que não o sou, já desisti, porque eles insistem em me tratar assim. Embaixo de uma árvore, com uma mesa feita de um tronco velho de eucalipto e alguns bancos também feitos da mesma madeira, que é abundante em nossa região, vou oferecendo cidadania a pequenos agricultores que até pouco tempo, sequer tinha energia elétrica em casa. Quando eles faziam os trabalhos nos momentos pedagógicos e as palavras eram escritas de forma errada, eu nunca me importei com isso, porque a essência do que estava sendo oferecido, é o que realmente importa: O ACESSO A INFORMAÇÃO.
Eu gostaria de encerrar minhas palavras dizendo que o meu desejo é que toda a classe política entendesse e resgatasse os verdadeiros conceitos da POLÍTICA, como está fazendo o PMDB e a FUG. As pessoas estão sedentas pelo conhecimento e nós, da classe política, não podemos nos negar a oferecer isto. Ao invés de apostar no “quanto pior melhor”, vamos apostar no “quanto melhor, melhor”, afinal o sol sempre nasceu para todos e isto vai continuar assim até o fim.
Muito obrigado e que Deus abençoe a todos que acreditam neste projeto, o da FORMAÇÃO POLÍTICA PARA TODOS.
Carlos Quartezani
Presidente do PMDB de Conceição da Barra-ES
Coordenador dos Cursos da FUG em Conceição da Barra-ES