A primeira delas foi a aprovação a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, na quarta-feira, 17, do fim do serviço militar obrigatório para jovens que completam 18 anos. A idéia de torná-lo facultativo para homens e mulheres entre 17 e 45 anos.
Por ano, 1,6 milhões de jovens se alistam nas Forças Armadas, mas apenas 80 mil são integrados, ou seja, reunindo todas as condições para sua profissionalização. Sem contar que há todo o um sistema de privilégios, onde as baixas patentes ficam quase que predestinadas aos oriundos das camadas populares, enquanto as altas, à alta sociedade. É preciso também reformar os currículos militares, hoje reprodutores de dourinas ainda remanescentes da época da Guerra Fria e da ditadura militar. O Brasil é um país pacífico, que tem sua força na economia e na diplomacia. O serviço militar nos moldes hodiernos nem é otimizado na defesa do país e nem para ser instrumento da soberania nacional combinando mobilidade e formação profissional para a juventude.
A outra notícia é que a a Comissão de Constituição e Justiça rejeitou, dia 18, a emenda que propunha responsabilizar todos os menores de 18 anos - incluindo aqueles abaixo de 16 anos - que praticassem crimes hediondos.
Agora, o projeto seguirá para votação no plenário do Senado. Se aprovada, em dois turnos, a PEC ainda passará pela Câmara, também em dois turnos.
Temos duas boas lutas para travar no Congresso, além daquelas relacionadas ao marco legal da juventude brasileira.
Fonte: www.juventudeempauta.blogspot.com